Resistência elétrica no aquecimento solar: como funciona, quando é necessária e como escolher uma mais durável
- Leonardo Chamone Cardoso

- há 12 minutos
- 4 min de leitura
"Se o sistema utiliza a energia do sol para aquecer a água, o que acontece nos dias de chuva ou durante períodos de frio?" Essa é uma dúvida muito comum.
A expectativa de quem instala um sistema de aquecimento solar é ter água quente sempre que precisar. Para isso, existe um componente importante dentro do reservatório térmico: a resistência elétrica.
Mesmo um sistema de aquecimento solar corretamente dimensionado pode passar por períodos de baixa radiação solar. Dias consecutivos de chuva, frentes frias prolongadas ou até um aumento inesperado no consumo de água quente podem fazer com que a temperatura da água armazenada não chegue ao nível ideal para o banho.
Isso significa que o sistema falhou? Não.
Essa é uma situação prevista na própria engenharia do sistema.

Todo sistema de aquecimento solar precisa de um aquecimento auxiliar.
Sua função é complementar a temperatura da água quando as condições climáticas reduzem o desempenho da captação solar.
No Brasil, a solução mais utilizada para essa função é a resistência elétrica instalada no reservatório térmico.
Ela atua como um complemento. Quando o calor captado pelos coletores solares não é suficiente, a resistência pode entrar em funcionamento para elevar a temperatura da água.
Por que a resistência elétrica não aquece todo o reservatório?
Existe um detalhe técnico importante nesse processo: o termostato eletromecânico responsável por acionar a resistência fica posicionado a aproximadamente dois terços da altura do reservatório térmico.
Com essa posição, a resistência aquece apenas parte do volume armazenado, normalmente cerca de um terço do reservatório.
Esse cuidado evita que o aquecimento elétrico concorra com o aquecimento solar.
Assim, o sistema continua priorizando a energia solar como fonte principal, enquanto a resistência atua apenas como complemento quando necessário.
Como a resistência elétrica pode ser acionada?
Existem duas formas de operar o sistema:
A primeira é o controle manual. Nesse caso, o disjuntor da resistência permanece desligado na maior parte do tempo. Em períodos de frio intenso ou após vários dias com baixa incidência solar, o usuário pode acionar o disjuntor.
Depois disso, o termostato do reservatório realiza o controle e aciona a resistência quando identifica que a temperatura está abaixo do ponto configurado.
Esse sistema funciona bem, mas exige que o usuário tenha atenção para ligar e desligar o disjuntor. Para quem busca mais praticidade, existe outra possibilidade.
Automação com termostato digital
A resistência elétrica também pode ser integrada a um termostato digital.
Esse controlador permite programar o funcionamento da resistência de acordo com o perfil de consumo da residência.
Os reservatórios térmicos Solis possuem um poço para sensor de temperatura, também chamado de clipe para sensor, preparado para receber esse tipo de controle.
Com a automação, o sistema monitora a temperatura da água e verifica, nos horários programados, se existe necessidade de complemento térmico.
Quando a temperatura está abaixo do nível desejado, a resistência entra em funcionamento pelo tempo necessário para elevar a temperatura.
Dessa maneira, é possível manter a água quente disponível e controlar melhor o consumo de energia elétrica.

O que faz uma resistência elétrica durar mais?
A durabilidade de uma resistência elétrica começa na forma como ela trabalha.
Um dos pontos mais importantes é a densidade de potência, que relaciona a potência da resistência com a área utilizada para dissipar o calor.
Quanto melhor essa distribuição, mais equilibrado é o funcionamento da resistência.
Para os reservatórios de aquecimento solar, a faixa ideal está entre 10 e 12 W/cm².
As resistências Solis trabalham dentro dessa faixa, com 12 W/cm². É uma escolha de projeto pensada para proporcionar maior estabilidade e menor desgaste durante o funcionamento.
O aço inoxidável faz a diferença
Outro ponto que influencia a durabilidade é o material utilizado na fabricação.
As resistências elétricas podem ser produzidas com diferentes tipos de aço inoxidável.
No caso das resistências utilizadas pela Solis, o material escolhido é o aço inoxidável 316L.
Esse material apresenta maior resistência à corrosão quando comparado ao inox 304, que é bastante utilizado em aplicações convencionais.
Essa característica é especialmente importante porque a resistência trabalha constantemente em contato com água aquecida.
Duplo filamento. Mais área para dissipar o calor.
As resistências utilizadas nas linhas Trópicos e Meu Sol seguem a faixa de densidade de potência indicada para aplicações em aquecimento solar.
Além disso, possuem duplo filamento.
Essa característica amplia a área disponível para dissipação do calor. A combinação entre a densidade de potência adequada, o duplo filamento e o aço inoxidável 316L contribui para um funcionamento mais estável e para maior durabilidade do componente.
Por isso, a Solis oferece 1 ano de garantia contra defeitos de fabricação para a resistência elétrica.
Ao analisar um sistema de aquecimento solar, o reservatório térmico costuma receber grande parte da atenção. Isso é compreensível, pois ele concentra o armazenamento de água quente.
Mesmo assim, a confiabilidade do sistema depende também dos componentes que trabalham junto com ele. A resistência elétrica permanece silenciosa durante grande parte do tempo. Nos momentos em que o clima reduz o desempenho da captação solar, ela garante continuidade no fornecimento de água quente.
Projetar cada detalhe pensando nesse cenário faz parte do compromisso assumido no desenvolvimento dos produtos. Engenharia aplicada com foco em durabilidade, eficiência e segurança de operação. Assim, durante a experiência do usuário as expectativas de economia e conforto são cumpridas. Quer maior durabilidade, maior eficiência e a maior garantia do Brasil? Vem pra Solis!
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